Quem trabalha com turismo está vendendo lembranças. Com essas palavras, Fernando Amaral, professor da oficina “Como Ganhar Dinheiro e Deixar o Turista Feliz” conversou, na manhã desta quarta-feira (10), com os 34 ambulantes participantes da aula sobre a importância de atender bem aos clientes, principalmente aqueles que estão de passagem por Salvador.

 

Por meio de uma aula dialogada, que a cada instante contava com a sugestão e contribuição dos alunos, foram apresentados alguns indicadores em sites e aplicativos de pesquisa e de avaliação do turismo, ações de boas práticas de atendimento, importância da apresentação pessoal, cultura da cooperação, definição de preço e autoconfiança. O foco é aperfeiçoar o atendimento prestado aos visitantes e melhorar a imagem pessoal dos vendedores ambulantes.

 

A oficina foi realizada por uma parceria entre a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com o objetivo de capacitar os vendedores do comércio informal do Centro Histórico da cidade, incentivando a melhoria do atendimento e o consequente crescimento do turismo e aumento do faturamento, com a oferta de orientações básicas para que possam gerir melhor o seu próprio negócio.  

 

Quem abriu a oficina foi o titular da Semop, Marcus Passos, que falou sobre a sintonia entre a qualificação dos comerciantes e as obras de infraestrutura no Centro, que deve proporcionar aumento do fluxo do turismo na região. “Essa capacitação se insere em um contexto de novas perspectivas de valorização do Centro Histórico, área turística tão visitada em nossa cidade e que passa por intervenções urbanísticas de grande impacto”, disse.

 

Participação – Ao ouvir o questionamento do professor sobre o que não deve ser feito durante o atendimento, a artesã Lícia Cunha, 52, que vende desde a infância na Praça da Sé, foi categórica: é preciso evitar a abordagem inconveniente ao cliente e trabalhar alcoolizado. Mesmo sem ter noção, ela acabou por citar algumas das queixas mais recorrentes em relação ao mau atendimento.

 

“É um desafio que nós temos porque sabemos que o vendedor ambulante é fundamental para o êxito do turismo em quaisquer destinos. Aqui abordamos temas como hospitalidade, conceitos básicos, mostrando que o turismo não é um ramo para quem quer seguir carreira independente, mostrando que ele precisa da cooperação entre o poder público, privado e a sociedade para que seja bom para o turista”, disse o professor Fernando.

 

“A capacitação dos comerciantes informais que atuam no Centro Histórico de Salvador se insere em um contexto de novas perspectivas de valorização dessa área turística tão visitada em nossa cidade, uma vez que a Prefeitura vem promovendo intervenções urbanísticas de grande impacto na região. O foco é aperfeiçoar o atendimento prestado aos visitantes, melhorar a imagem pessoal dos vendedores ambulantes e oferecer orientações básicas para que possam gerir melhor o seu próprio negócio”, destaca Marcus Passos, gestor da Semop.

 

Turmas – Essa foi a primeira de 11 turmas de oficinas que serão realizadas até o dia 31 de outubro, e deve qualificar 419 comerciantes informais do Centro Histórico. Além da aula de hoje dedicada ao artesão, haverá turmas voltadas às baianas de acarajé, artistas tribais, artistas plásticos, trançadeiras, souvenir, barracas e carrinhos de lanches diversos.

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